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Levitação de poesia

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Levitação de poesia ou um livro utopier

Apresentações de Karina Rabinovitz e Silvana Rezende, em 4 cidades, trazem poesia: falada, audiovisual, escrita e sonora, ao mesmo tempo e marcam o lançamento de um livro novo, sem papel


procurando a ponta do durex na superfície transparente dos dias – levitação de poesia”apresentação da dupla Karina Rabinovitz (poeta) e Silvana Rezende (videasta), chega a Recife, dia 17 de dezembro, na Maumau.

Nesta terceira apresentação do projeto, em Recife, as artistas pousam na Maumau. Cada apresentação conta com convidados(as) diversos(as), trazendo a possibilidade de diálogo e troca entre artistas que vivem, criam e trabalham, na contemporaneidade, em cidades distintas, proporcionando o intercâmbio de criações e a força da diversidade de vozes, juntas.
Em Recife, os convidados serão Fernando Duarte (nascido no Piauí, criado em Olinda e Recife, Fernando Duarte faz pinturas, gravuras, aquarelas sumiês. As palavras sempre lhe importaram muito), Gabriella Aires (estudante de letras da UFPE; publicou, em 2016, um livro artesanal – “(a)guardo” de poesia: poemas (por ela) e ilustrações (por Sumaya Nascimento); tem também um blog: www.seriapoesia.blogspot.com) e Samarone Lima (jornalista e escritor, Samarone nasceu no Crato/CE e mora no Recife desde 1987.
Foi duas vezes finalista do Prêmio Jabuti: na categoria Reportagem, com Viagem ao Crepúsculo e na categoria Poesia, com A Praça Azul & Tempo de Vidro. Seu segundo livro de poesia, O Aquário Desenterrado, ganhou o Prêmio Alphonsus de Guimaraens). Especialmente para esta levitação de poesia, Samarone vai lançar uma nova edição de “Tempo de Vidro”, tiragem artesanal, pela Titivillus Editora.
A maioria dos poemas apresentados por Karina e Silvana serão inéditos, tanto em palavras, quanto em vídeos, por isso as apresentações se confundem com o lançamento de um livro novo, sem papel. Um livro vivo, lido, ouvido e visto, ao vivo, com imagens e sons diversos. “É uma levitação de poesia. Um livro utopier.”, segundo Karina Rabinovitz.
O projeto foi lançado em Feira de Santana/BA, 19 de novembro, no MAC – Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana, com os convidados Henrique Sampaio e Mariana Paim. De lá as artistas apresentaram em Belo Horizonte/MG, dia 10 de dezembro, no LIRA (Laboratório Interartes Ricardo Aleixo) e o convidado foi o próprio Ricardo Aleixo. Depois de Recife, finalizam esta primeira edição do projeto, em Salvador, 22 de dezembro, no Circo Picolino, com Kátia Borges, Millena Miranda e Suzana Kato.
Este projeto e suas apresentações foram selecionados pela Bolsa de Fomento à Literatura da Fundação Biblioteca Nacional e Ministério da Cultura, na Categoria Circulação e Difusão Literária – Circuito de Escritores.

 

Serviço
procurando a ponta do durex na superfície transparente dos dias
– levitação de poesia
Data: 17/12/2016 (sábado)
Horário: 19h
Local: Maumau (Rua Nicarágua, 173 – Espinheiro, Recife/PE)
Entrada gratuita

 

Mais informações:
Karina Rabinovitz: 71 98163-5864

 

filha de Duchamp, sou cânone do agora

este meu rap no fundo é soneto

como este agora é branco e também preto

yin e yang sou tudo também nada,

navego canoa embriagada.

 

este soneto no fundo é um rap

não há conceitos, só um grande gap.

vou escrevendo meus dias no ar

construindo andaimes sobre o mar.

 

sigo amassando a maçã dessa Eva

apodrecida, que quase me leva

minhas liberdades, as arredias.

 

minha linguagem não instrumental

é sim meu instrumento musical.

esta é minha colheita dos dias

 

Sobre AS ARTISTAS
A dupla Karina Rabinovitz e Silvana Rezende trabalha em conjunto desde 2005, experimentando e realizando interações entre poesia e artes visuais, com trabalhos de intervenção urbana, objetos poéticos, livros-objeto e exposições de arte.
Juntas, Karina e Silvana criam intervenções urbanas como: “poesia atravessada [na garganta da cidade]” (2011) – poemas em faixas de pedestres; “poesia: intimidade pública ou poemas toylete” (2011) – adesivos com trechos de poemas em banheiros públicos; “babadinhos de poesia” (2011) – recriação dos cartazetes que anunciam quartos para alugar e/ou aulas de idiomas, várias pequenas faixas picotadas com poemas curtos para serem destacados num cartazete; “lambe-lambe poesia”, instalação audiovisual – objeto poético, pra ser montado em praças públicas; entre outras.
Em 2012 lançaram o livro-objeto “poesinha pra caixinha [de fósforo]”, um livro sanfona de poemas, numa caixa de fósforo, feito à mão, de forma artesanal e independente, lançado e comercializado somente pela internet. Em 2013, lançaram O LIVRO de água, livro-objeto, de páginas soltas, dentro de uma caixa transparente, com poemas escritos à mão e fotografados. O livro se expande numa exposição de arte, realizada no Museu de Arte Moderna da Bahia, entre janeiro e março/2013 e no Centro Cultural BNB-Cariri/Ceará, em agosto/2014. Entre 2014 – 2015, realizaram o projeto de investigação artística “Narrativas Poéticas em Videoarte desde a América Latina”.

 

Sobre Karina
Karina Rabinovitz é poeta e vive em Salvador/BA. Tem 5 livros de poemas publicados e 1 infantil. “mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!” (poesia, Coleção Cartas Bahianas – P55 Edições, 2014), “O LIVRO de água” (poesia, livro-objeto, P55 Edições, 2013), “poesinha pra caixinha [de fósforo]” (poesia, livro-objeto artesanal, feito à mão, 2012), “livro do quase invisível” (poesia, Coleção Cartas Bahianas – P55 Edições, 2010) e “de tardinha meio azul” (poesia, edição independente – infinito publicações, 2005). O infantil é “Pela Bahilha afora eu vou bem sozinha”, publicado pela Coleção Pactos de Leitura, da Secretaria de Educação do Estado da Bahia e distribuído para alunos das escolas públicas do estado. Participa da coletânea “Autores Baianos – um Panorama” (2013), com 5 poemas traduzidos para o espanhol, inglês e alemão. Já participou de diversos encontros literários como a FLICA – Festa Literária Internacional de Cachoeira/BA – 2013; o Festival Latitudes Latinas – 2014 e 2012 (Salvador/BA); Encontro de Literatura Divergente – 2012 (São Paulo/SP); Festival Internacional de Garanhuns – 2012 (Pernambuco); a X Bienal do Livro da Bahia/2011; 8º Caruru dos 7 Poetas/2011; off FLIP/2005 (Festa Literária Internacional de Paraty/RJ).

 

Sobre Silvana
Silvana Rezende é videasta e artista visual. Trabalha com linguagem audiovisual em diversos formatos e narrativas, arte urbana, animação gráfica e multilinguagens contemporâneas. Recebeu o segundo prêmio da competência oficial no FLAVIA – Festival Latinoamericano de Videoarte/2014, do Centro Cultural Borges, Buenos Aires, Argentina, com a videoarte “outra dimensão”. No Salão de Artes Audiovisuais do Recôncavo 2010, em Cachoeira/Bahia, recebeu o prêmio Júri Popular, com a videoarte “entre Salvador e o Recônavo”. Participa da galeria do site Buala, Cultura Africana Contemporânea, com a intervenção urbana “Luanda-Salvador”. É professora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Oeste da Bahia e realiza pesquisa “Poesia Audiovisual” em doutorado, no Instituto de Artes, da Universidade de Brasília.